terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Guy Ecker, o nômade das telenovelas


Apresento, a seguir, uma matéria publicada pelo jornal equatoriano PP El Verdadero sobre a vida de Guy Ecker, o administrador de empresas que teve que limpar mesas para poder pagar seus estudos de atuação.

De origem alemã, nascido no Brasil e educado no Texas, Guy Ecker protagonizou sua própria dramaturgia no campo da atuação. Considerado hoje em dia como um dos galãs mais populares da telinha, o ator contou que adentrar nesse universo lhe exigiu uma constante luta de sacrifícios e esforços.

Seu pai trabalhava como contador de uma companhia multinacional e por isso sua família residiu durante alguns anos por vários países da América do Sul. Guy é o terceiro filho nascido em São Paulo, assim como seus irmãos mais velhos. Aos três anos de idade, seus pais se mudaram para a Colômbia e, posteriormente, para a Venezuela, lugares onde nasceram seus dois irmãos menores.

Para o brasileiro, sua infância foi a melhor etapa de sua vida, pois graças a ela, viveu muitas histórias em meio a vários países, culturas e idiomas. Desde pequeno mostrou sua inclinação pela atuação, já que se destacava nas peças teatrais escolares. Mesmo assim, não pensava nela como uma profissão já que seu pai era um homem rígido, que queria para seus filhos uma carreira “séria”.

Por este motivo, Guy decidiu estudar Administração de Empresas na Universidade do Texas, e, logo após obter seu título, contou a seu pai sua decisão de mudar-se para Los Ángeles para estudar atuação, na ocasião, com apenas 24 anos. “A ideia não agradou em nada meu pai, mas ele teve que aceitá-la”, comentou.

Para poder bancar os estudos de atuação, Guy teve que deixar de lado seu título universitário e passar a limpar mesas em um restaurante. Assim, passaram-se cinco anos, onde obteve papéis curtos em vários filmes de Hollywood, mas sem muito destaque. Visto que não obtinha papéis protagônicos, optou por montar uma empresa de tradução de inglês/português.

“Quis aproveitar minha facilidade com os idiomas, já que dominava muito bem o espanhol, o inglês e o português, assim, montei uma tradutora com a qual me dei muito bem.”

Nesse caminho, começou a fazer suas primeiras aparições na televisão estadunidense, como modelo de vários comerciais para diversas marcas de fast-foods voltadas ao público latino. Logo, uma das pessoas que trabalhava para ele o convidou para fazer parte de um casting para a televisão colombiana.

“Fiz um teste e o resultado demorou muito, mas consegui realizar pela RCN meu primeiro papel, em 1993, na série La otra raya del tigre, e fui muito bem. No ano seguinte, me encontrava nos Estados Unidos quando de repente recebi a oferta para protagonizar Café, com aroma de mulher.”

“Para ser sincero a rejeitei, não me parecia legal começar a atuar na televisão latina, muito menos na colombiana, já que nunca haviam exportado telenovelas. Era a primeira telenovela de Fernando Gaitán, uma aposta muito forte, mas acabaram me convencendo”, revelou.

Apesar de que a história a princípio não tenha lhe convencido e que se tenha reeditado suas cenas diversas vezes, para Guy esta oportunidade resultou ser sua maior experiência, já que, após um ano e oito meses de gravação, ele, Margarita Rosa de Francisco e um destacado elenco fizeram da história de Fernando Gaitán um grande êxito que revolucionaria a produção colombiana.

“Foi a melhor experiência que pude viver. Nunca imaginei iniciar minha carreira artística na televisão, muito menos na Colombiana, mas Café, com aroma de mulher obteve um sucesso estrondoso.”

“A história de Gaivota e Sebastião Vallejo cativou e apaixonou o espectador latino-americano. Não era a típica telenovela rosa, tinha drama e realismo nos personagens de sua história. Por fim, as pessoas passaram a me conhecer, sabiam quem eu era, me pediam autógrafos, me sorriam, e tive uma enorme surpresa e alegria ao saber que estavam exportando a telenovela e que também estava obtendo sucesso na América Latina.”


Trabalhos de atuação

Após, protagonizou La guajira, A mentira, Salomé e Feridas de amor, posteriormente, participou durante dois anos na série estadunidense Las Vegas, da NBC, onde interpretou Luis Pérez, um detetive de origem latina. Posteriormente, atua em Eva Luna e Coração apaixonado (recentemente exibida em Angola e Moçambique, pelo Zap Novelas, com dublagem brasileira).


Coração apaixonado

A telenovela, protagonizada junto a Marlene Favela, superou suas expectativas, pois rompeu o esquema do galã rico e da mocinha pobre, invertendo a situação, pois esta vez é ele, Armando, um humilde capataz, que se apaixona por Patricia, uma jovem rica. Guy relata que de todos os outros, este foi o personagem com o qual mais se identificou, pois se considera um amante da natureza, dos cavalos (trabalhou em um sítio enquanto estudava no Texas) e da vida na fazenda.


O amigo e homem de família

De sua carreira artística destaca Margarita Rosa de Francisco (Café), Blanca Soto (Eva Luna) e Kate del Castillo (A mentira) como suas grandes companheiras e amigas, as quais admira e respeita por sua projeção cênica. Inclusive, comentou que ele e sua esposa, junto a Kate, mantêm uma sociedade em alguns projetos futuros.

Esposo: Viu na escritora Estela Saiz (sua atual empresária, amiga e sócia) o seu complemento perfeito, mantêm uma relação há 23 anos. Casaram-se há 13 e tiveram Liam, Sofía e Kaelan Forest.


Pai de outro galã de TV

Ecker expressou que para ele seus filhos são a maior prioridade de sua vida. Ainda assim, se mostra muito orgulhoso de que Jon, o mais velho, tenha decidido seguir seus passos. “Sua história é muito parecida à minha, ele é Químico Biólogo e agora estuda e trabalha constantemente para ser um galã na TV (risos), eu o apoio cem por cento e o ajudo a lutar por seus sonhos”, comentou.

Atualmente, o ator prepara projetos na área de produção junto de sua esposa Estela, mas não deixa de trabalhar para entrar em uma das produtoras de Hollywood, pois se tornou complicado este campo, pela diversidade de línguas que domina e pelos diversos públicos que têm acompanhado suas produções.

“É complicado em Hollywood, me disseram que os estadunidenses não me conhecem, por isso não posso fazer papel de gringo e se é um papel latino, que não pareço latino, é difícil, mas continuo trabalhando nisso”, expressou.

O brasileiro disse que apesar de suas raízes nunca bateu nas portas das emissoras de seu país natal. No entanto, não descarta uma possibilidade no futuro.

“Falo perfeitamente o português, pode ser uma boa ideia, ainda não tentei, mas, a verdade é que me chama muito a atenção as megaproduções da Globo, mas não sei se lá teria acolhida, já que as produções das quais participei foram transmitidas por outra emissora, não nesta”, manifestou.

Finalmente, o ator se despediu, não sem antes deixar uma mensagem de positividade aos leitores: “Lutem por seus sonhos, trabalhem com esforço, porque nada é impossível. [...] Aproveitem a telenovela que é um trabalho realizado com muito amor para vocês. Muitas bençãos.”

(Colaboração: Katherine Lucin - Diario PP El Verdadero)

El color de la pasión inicia gravações no México



El color de la pasión é o título definitivo da produção que até poucos dias era conhecida como Pasión de amor, telenovela que Roberto Gomez Fernandez está produzindo para a Televisa, com Esmeralda Pimentel e Erick Elias nos papéis principais.

As gravações do melodrama tiveram início nesta terça-feira, em Puebla. Rafael Moreno Valle Rosas, o governador do estado, deu a claquetada inicial da trama, ressaltando que Puebla, cidade que leva o mesmo nome do estado, possui um vasto legado histórico e cultural, que graças à telenovela será divulgado, projetando o país ao redor do mundo.

Roberto Gómez Fernández expressou seu agradecimento ao governador e comentou que Puebla poderia ser considerada como uma Hollywood mexicana, por seus belos cenários, os quais permitirão projetar uma história de amor e paixão em lugares históricos.

O elenco estará por duas semanas neste local e depois retornará à Cidade do México para gravar nos estúdios da Televisa San Ángel até sua estreia, que ocupará a vaga de De que te quiero, te quiero.

El color de la pasión conta com as atuações de Helena Rojo, Patricia Reyes Spíndola, Claudia Ramírez, África Zavala, Eugenia Cauduro, Michelle Renaud, Monserrat Marañón, Angelina Peláez, Gloria Ezaguirre, Isaura Espinosa, René Strickler, Luis Couturier, Pablo Valentín, Moisés Arizmendi, Alfonso Dosal, Lalo España, Luis Fernando Peña, Gonzalo García Vivanco, além da participação especial de Ariadne Diaz, na primeira etapa da história, como a mãe da personagem de Esmeralda, quando criança.

Esmeralda Pimentel dará vida a Lucía, uma jovem romântica, doce e cheia de luz, que conforme o transcorrer da história terá uma grande evolução, transformando-se em uma mulher de muito caráter.

Erick Elías será Marcelo, um personagem que provém de uma família disfuncional. Separa-se de sua mãe, vivida pela atriz Helena Rojo, por um grande desgosto e isso faz com que saia de casa e viaje à Puebla, cidade onde conhecerá o amor.

René Strickler será Alonso, o pai de Lucía. Ele é o pilar da família. Dirige uma empresa em Puebla e é bem-sucedido profissionalmente. Tem duas filhas e é casado com Rebeca, personagem vivida por Claudia Ramírez.

O folhetim iniciará suas transmissões na segunda quinzena de março, no horário das 18h20. A história, composta de 240 capítulos, é original de Cuauhtémoc Blanco e será dirigida por Francisco Franco.

(Foto: Agencia Enfoque)

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Álbum de fotos: Por teu amor


sábado, 1 de fevereiro de 2014

La gata, um clássico das telenovelas está de volta!


Neste ano de 2014, a Televisa pretende, mais uma vez, resgatar um clássico da escritora cubana Inés Rodena, La gata, história que teve sua origem na década de 1950, época das radionovelas. A primeira adaptação televisiva foi levada ao ar em 1968, sob a produção do canal Venevision e de lá pra cá outras versões também marcaram época e se consagraram como produções de sucesso.

Desta vez, a mexicana Maite Perroni (na foto à direita) e o colombiano Daniel Arenas serão os encarregados de levar à telinha a história de uma jovem suja e selvagem que vive em um bairro pobre, criada por uma mulher malvada; sem imaginar que sua família é milionária, o que mudará sua vida para sempre. Érika Buenfil (na foto à esquerda), Helena Rojo, Claudia Álvarez, Manuel Ojeda, Leticia Perdigón, Juan Verduzco, Jesús Ochoa, Jorge Aravena, Harry Geithner, Paulina Dávila, Lanis Guerrero, Pilar Pellicer e Laura Zapata são outros nomes que formam parte do elenco desta produção de Nathalie Lartilleux, que estará em exibição em meados do mês de maio, em substituição a Por siempre mi amor, às 16h30, através do Canal de las estrellas.

Entre as versões de La gata, estão listadas a homônima La gata (1970), realizada no México por Valentín Pimstein, com as atuações protagônicas de María Rivas e Juan Ferrara; La fiera "A fera" (1983), também de Valentín Pimstein, protagonizada por Victoria Ruffo e Guillermo Capetillo; Cara sucia "Sombras do passado" (1992), produzida por Marisol Campos para a Venevisión, com as atuações principais a cargo de Sonya Smith e Guillermo Dávila; Sueño de amor (1993), produzida por José Rendón também para a Televisa, com as atuações protagônicas de Angélica Rivera e Omar Fierro; Muñeca de trapo (2000), novamente da Venevision, protagonizada por Karina Orozco e Adrián Delgado; Por un beso (2000), protagonizada por Natalia Esperón e Víctor Noriega, sob a produção de Angelli Nesma; Seus olhos (2004), versão brasileira protagonizada por Carla Regina e Thierry Figueira e Pobre diabla (2009), realizada pela Azteca, em colaboração com a Venevisión, sob a produção de Fides Velasco, protagonizada por Alejandra Lazcano e Cristóbal Lander.

Ainda que outras produções tenham utilizado o argumento de La gata para inspirar sua história, não são consideradas remakes, mas uma fusão de enredos que originaram novas tramas. Entre essas adaptações estão Rosa salvaje (Rosa selvagem), produzida pela Televisa em 1987, protagonizada por Verónica Castro e Guillermo Capetillo, que é inspirada em La gata e La indomable; Rubí rebelde, uma telenovela venezuelana produzida pela RCTV, em 1989, protagonizada por Mariela Alcalá e Jaime Araque, que se baseou na radionovela Enamorada e La gata; e por fim Gata salvaje (Gata selvagem), produzida pela Venevision em 2002, ambientada em Miami e protagonizada por Marlene Favela e Mario Cimarro, sendo esta uma mescla de La gata e La galleguita, ambas escritas por Inés Rodena.