quinta-feira, 20 de maio de 2010

A fonte de inspiração das telenovelas mexicanas

A transcendência cultural do gênero telenovela se baseia em sua condição de produto comunicativo utilizando-se de seu êxito entre o público como suporte de ações comerciais com fins persuasivos e mercantilistas, combinados com marcas culturais e tradições da cultura popular.

Sua repercussão é um fenômeno de adequação de textos para a televisão, mas, sobretudo, de um encontro entre o público e seus relatos mais próximos, que são transmitidos em uma linguagem conhecida e facilmente identificável, com os valores e emoções que perduram através do tempo.

A telenovela latino-americana é uma complexa matriz que, em sua composição se baseia no folhetim europeu, no melodrama, no cinema, na soap opera, na radio-novela, nas historinhas e até mesmo nas de manchetes de jornal. Porém, uma das estratégias mais recorrentes na trajetória de produção e realização de uma telenovela tem sido a reciclagem de histórias provenientes de outros meios e âmbitos da indústria cultural.

A realização de versões de histórias escritas para outros meios e suportes culturais, o chamado “remake”, tem como base histórias já testadas e aceitas pelo público, histórias que se mantém na memória coletiva e que retornam em novas adaptações, com audiência e aceitação garantidas, sobretudo entre a geração que desfrutou a versão original.

A seguir, será relatado como foi o fluxo das teledramaturgias de amor ficcional das histórias mexicanas, realizadas e difundidas até inícios do ano 2000. Observamos que a produção de telenovelas no México, desde a pioneira, Senda prohibida, adota como tendência fundamental a retomada de narrações provenientes de outras culturas locais, e com o passar do tempo, da reciclagem contínua e variada de histórias televisivas próprias.

Em menor quantidade, aparecem nestas produções histórias originais escritas expressamente para a televisão, tendência que se aplica quase que absolutamente às telenovelas mexicanas de temática histórica, que, na maioria das vezes, trazem um excelente trabalho de pré-produção e reprodução de variadas épocas.

Entre os exemplos selecionados para mostrar as tendências fundamentais deste fluxo de histórias de amor, estão os seguintes:


A RADIONOVELA CUBANA

As rádio-novelas mexicanas baseadas nas histórias de Caridad Bravo Adams, mexicana que residiu e trabalhou em Cuba durante décadas, tiveram um espaço privilegiado em emissoras de Havana, tais como RHC Cadena Azul e CMQ Radio, ao longo de dezessete anos.

Desde 1960, com a volta da autora à sua pátria, se iniciam as adaptações dessas histórias radiofônicas para a televisão mexicana, que, por sua vez, são reproduzidas até os dias de hoje em múltiplas versões. A primeira delas foi neste mesmo ano e se chamou Estafa de amor I, dirigida por Ernesto Alonso e protagonizada por Lorena Velázquez, Enrique Lizalde, Julissa, Jacqueline Andere, Miguel Manzano e Fanny Shiller. Novela esta que, em sua versão original, datada de 1952, foi transmitida entre as rádio-novelas cubanas e que, em 1954, passou para o cinema.

Após, muitas rádio-novelas transmitidas em Cuba se somaram a múltiplos conteúdos de diferentes mídias e culturas, especialmente na telenovela mexicana. Esse foi o caso de Pecado mortal e El otro (1960), La mentira (1964), Corazón salvaje (1966) e Yo no creo en los hombres, com sucessivos remakes na televisão mexicana. As obras realizadas por roteiristas de rádio-novelas transmitidas em Cuba antes de 1960 tem sido significativas na composição de telenovelas mexicanas: Exemplos:

Inés Rodena
Rina (Desprezo); Viviana; Os ricos também choram; Soledade; Maria Mercedes; Prisioneira do amor; Marimar; La dueña; Maria José; Maria do bairro; Acapulco cuerpo y alma; Sin ti; A usurpadora e Camila.


Delia Fiallo
Rosa selvagem; Morelia; Esmeralda; Cristal; Vivo por Elena; O privilégio de amar e Rosalinda.


Olga Ruilópez
Preciosa; Amor cigano; Renzo el gitano e El niño que vino del mar.


René Muñoz
Quinze anos e Cuando llega el amor.


Leandro Blanco
Ave sin nido e Anita de Montemar


Hilda Soriano
Alma rebelde

Este processo envolveu não somente os roteiristas que emigraram de Cuba, mas também os outros como Félix B. Caignet, Aleida Amaya, Iris Dávila, Josefina Enríquez, Roberto Garrida, Nora Badias e Alberto Liberta, que se mantiveram em Havana.


O CINEMA

Este imenso fluxo de histórias de amor entre diferentes mídias se tornou uma constante na produção de telenovelas mexicanas, que, em menor quantidade, adotou como fonte histórias levadas ao cinema. Este foi o caso de La leona (1960), história da mexicana Marissa Garrido que combinou os argumentos dos filmes La mujer sin alma e Mildred pierce. Teve seu remake em 1971, com o título La mujer marcada, e, em 1995, sua terceira edição, em Si Dios me quita la vida.

Desta autora também vieram Dicha robada (1967), que combinou as tramas dos filmes americanos Love affair (1939) e seu remake Algo para recordar (1957), assim como La sospecha, filme de Hitchock de 1941. Sua segunda versão como telenovela no México, apareceu com o nome de Nuevo amanecer, em 1979, e outras como Alcançar uma estrela I (1990), inspirada no filme Nace una estrella (1937), que havia tido uma segunda versão em 1954 e uma terceira em 1976. Houve na televisão mexicana uma segunda parte, em 1991, e outras telenovelas como Baila conmigo e De frente al sol (1992) e Agujetas color de rosa, de 1994.


OS ROMANCES LITERÁRIOS

As adaptações de romances literários clássicos aparecem, por exemplo, em Grandes ilusiones, de Dickens (1961) e Cumbres borrascosas, de E. Bronté, em 1964, que obteve uma segunda versão em 1988, intitulada Encadenados. Este fenômeno aparece também em La traición, inspirada em El conde de Montecristo, de Dumas. Esta tendência parece ser a menos preponderante na produção de telenovelas mexicanas.


AS HISTORINHAS

Outras das fontes importantes que inspiraram as telenovelas mexicanas foram as historinhas, em especial, as escritas por Yolanda Vargas Dulche desde a década de 40. A partir daí, surgiu Yesenia (1970) que já havia sido filmada. Sua segunda versão televisiva foi em 1987.


OUTRAS TELENOVELAS

Entre outras fontes, as telenovelas mexicanas se nutrem de séries produzidas originalmente por outras emissoras. Assim aconteceu com Muchachia italiana viene a casarse (1972), baseada na telenovela homônima argentina, e com Mundo de juguete (1974), adaptada por Luis Reyes de la Maza, produzida e dirigida por Valentín Pimstein e protagonizada por Graciela Mauri, Sara García e outras figuras, como Gloria Marín, Evita Muñoz, Irma Lozano e Eduardo Azcaraz. Se tornou filme nos anos 50 e telenovela sob o título de Papá corazón, com 60 capítulos na Argentina, todas baseadas na história de El pequeño príncipe.

Quando a Televisa adapta a história de Simplemente María em 1988, o consórcio TSM já havia transmitido a história original em 1969 e com um enorme êxito. Esta radio-novela, original da argentina Celia Alcántara, foi adaptada pela televisão argentina entre 1967 e 1969. Rapidamente, a emissora Panamericana, do Peru, comprou seus direitos, contratou Alcántara como consultora, e vendeu a produção para 14 países, entre eles, o México, onde foi a primeira telenovela estrangeira a ser transmitida. Também circulou como radio-novela no Peru e em diversos países, entre eles Espanha, Colômbia e México e, como telenovela, no Brasil e na Venezuela dois anos depois. Em 1980, teve um remake na televisão argentina, intitulada Rosa de lejos. Além disso virou foto-novela, livro e filme de cinema por duas vezes. Simplemente María é considerada junto a El derecho de nacer, a telenovela de maior circulação continental em diversos tipos de mídia.

A continuidade dessa estratégia artística e comercial é significativa em uma emissora mexicana criada em 1993, a TV Azteca:

1997

Olhar de mulher: história da telenovela Señora Isabel, do roteirista colombiano Bernardo Romero Pereiro. Após o remake mexicano, a história foi apresentada em um livro que se tornou um sucesso editorial, vendendo, em apenas duas semanas, 35.000 exemplares de uma edição de 100.000 tiragens.

Tentaciones: originalmente uma telenovela colombiana de Romero: Sangre de lobos.

La chacala: também inspirada em uma telenovela de Romero: Las profecías.

1998

Chiquititas: versão homônima do original argentino, que se tornou um fenômeno de marketing em suas versões latino-americanas, porém, no México não obteve a audiência esperada.

Perla: remake de Perla negra, telenovela argentina, de 1978.

1999

Háblame de amor: história adaptada por Erick Vonn, baseada em Amor en silencio, de 1988.

Marea brava: versão da telenovela chilena Mar paraíso.


Nos anos 90, vários fatores geraram uma maior cautela nos investimentos em obras não reconhecidas pelos públicos da Televisa e da TV Azteca, o que intensificou a adaptação de histórias exitosas de outras décadas e de outras emissoras, fundamentalmente, da Venezuela e da Colômbia, se valendo de roteiristas como Delia Fiallo e Bernardo Romero que passaram a trabalhar nas produtoras mexicanas.

Biografia de Angélica Vale



INTRODUÇÃO

Angélica María Vale Hartman nasceu na Cidade do México, no México, em 11 de Novembro de 1975. É atriz, cantora, modelo e humorista. Filha da também atriz Angélica María e do humorista Raúl Vale, é neta de Angélica Ortíz, grande produtora de cinema e teatro no México.


SUA HISTÓRIA

Angélica María e Raúl Vale se casaram no começo de 1975, poucos meses depois, em Miami, Angélica María começou as gravações da telenovela El milagro de vivir, onde interpretava uma mulher que ficava grávida. Aproveitando a situação, decidiram escrever para a cegonha e, assim, Angélica Vale iniciou na televisão, antes mesmo de nascer.

Desde sempre acompanhando sua mãe em seus ensaios e gravações, aos dois anos e meio de idade, Angélica Vale chamou a atenção do público ao entrar em cena – sem ter sido escalada – na comédia musical que sua mãe trabalhava Papacito piernas largas. Ela distraiu o público que assistia a comédia, se tornando o centro das atenções.

Em 1978, Angélica começou sua carreira definitivamente para nunca mais deixar de trabalhar. Participou da telenovela Muñeca rota e em dois filmes, um com seus pais: La guerra de los pasteles e a o outro com Vicente Fernández: El coyote y la bronca.

Aos quatro anos de idade, no início de 1980, Angélica pediu à sua avó que lhe produzisse uma comédia musical, e, em poucos meses, estreou Zoila sonrisas que teve duas versões e esteve em cartaz por dois anos. Também em 1980 realizou o filme El gran triunfo, ao lado de Rigo Tovar.

Em 1981, trabalhou ao lado de sua mãe, Juan Ferrara e Angélica Aragón na telenovela El hogar que yo robé. Em 1982, Angélica Vale foi levada a um show de seu pai, onde teve de pedir permissão para assistir porque era em um clube noturno. Isso chamou a atenção da pequena que disse à sua avó que não era justo o fato de não haver espetáculos para crianças. Imediatamente, se propuseram a trabalhar em um show para apresentá-lo em um clube noturno, mas aos fins de semana e pela manhã. Assim surgiu o Club de la amistad, um espetáculo composto por quinze crianças de 6 a 15 anos que cantavam, dançavam, atuavam e imitavam. No ano seguinte surgiu o segundo Club de la amistad, outro show do mesmo tipo, mas renovado. Ambas apresentações duraram cerca de três anos. Ao mesmo tempo Angélica gravava outra telenovela, Lupita, exibida no Brasil pelo SBT em 1985.

Aos oito anos de idade, um de seus filmes favoritos era O mágico de Oz, assim sendo, pediu à sua avó que se dispusesse a trabalhar outra vez para que ela fosse Dorotea e pudesse usar as sapatilhas de rubi da bruxa deste conto. Deste modo, estreou em 1984, a comédia musical El mago de Oz. Com esta obra, realizou turnês por toda República Mexicana, se apresentando também em Porto rico.

Ao regressar ao México, participou da telenovela Herencia maldita e na peça El portal de Belén, em turnês por todo o México.

Angélica gostaria de ter voltado à ilha de Porto Rico para se apresentar, porém, sua avó lhe explicara que os gastos com uma obra infantil eram muito altos, devido à quantidade de pessoas que trabalhavam. Isso chamou sua atenção e lhe ocorreu a ideia de fazer com que sua avó escrevesse a obra Imaginación, que contava com a atuação de somente quatro pessoas, entre elas, Angélica Vale. Nessa obra o público era convidado a atuar, e representavam as personagens de contos famosos como Cinderela, Branca de Neve e os sete anões e Chapeuzinho vermelho. Imaginación ficou em cartaz durante um ano e meio.

Nos finais de 1987, Angélica Vale e sua mãe, voltam a fazer teatro juntas em Una estrella, outra comédia musical escrita, dirigida e produzida por sua avó. Tal espetáculo ficou em cartaz por um ano.

Em 1988, foi convidada por Julissa para interpretar Sandy, no musical Vaselina. Ao mesmo tempo se desdobrava, nos fins de semana, em quatro funções, duas de Vaselina e duas de Una estrella. No final desse ano, iniciou-se outra etapa de sua carreira artística, deixando as obras infantis e começando com obras juvenis e familiares. Ainda em 1988, a companhia CBS lhe dá a oportunidade de gravar seu primeiro disco como solista, já que os sete discos gravados anteriormente eram dos shows e das obras de teatro. Nesse mesmo ano, estreia como apresentadora do programa Estrellas de los noventas, produzido por Raúl Velasco.

Devido ao êxito obtido com Vaselina, decidiu por colocar em cartaz outra obra juvenil em 1989. Angélica Vale adaptou o conto Las zapatillas rojas e, em pouco tempo estreou Los tenis rojos, a primeira comédia musical juvenil no México, que durou dois anos e meio ininterruptos em cartaz.

Durante esses dois anos e meio, Angélica gravou outro disco: Nuestro show no puede parar, com o qual fez shows com o mesmo nome. Também estreou outra obra de teatro com sua mãe: Mamá ama el rock. Na noite em que celebrava 100 apresentações dessa comédia musical, Julio César Palomera de la Re, destacado locutor de rádio, levou ao teatro um convidado muito especial para ver a obra: Ricky Martin. Na obra existia um personagem roqueiro, o garoto que o interpretava estava para sair devido à outros compromissos. Assim, ao ver Ricky, Angélica se deu conta que não precisava mais buscar um substituto. Ela conversou com sua mãe e sua avó que contrataram Ricky imediatamente. Para sua surpresa, ele, que vivia em Los Angeles juntou suas malas e chegou ao México.

No ano 1990 gravou sua sexta telenovela Ángeles blancos, ao lado de Ignacio López Tarso e Jacqueline Andere. Em 1991, a convidaram para interpretar Doña Inés, na obra clássica Don Juan Tenorio. Nesse mesmo ano, estreou em cartaz Los extraterrestres, comédia infantil que teve a oportunidade de escrever.

No ano seguinte, novamente sob a produção e direção de Angélica Ortíz, estreou a obra Todo lo que me digas será al revés, enquanto gravava outro disco Atrapada en los sesentas. Para o lançamento do disco, junto de sua avó, Angélica escreveu um monólogo cômico musical, que seria apresentado somente nesse dia e por mais uma semana, porém o êxito foi tão grande que passou a ser apresentado por mais quatro anos.

Enquanto isso, pelas noites, Morris Gilbert a convidou para participar na comédia musical Mi suegra es un fantasma, ao lado de Manuel Landeta e Rosita Pelayo, onde se divertiam muito interpretando quatro personagens diferentes em várias épocas.

Em 1994, entre suas apresentações com Atrapada en los sesentas e a temporada de Mi suegra es un fantasma, lhe deram a oportunidade de participar em um musical: Charlie Brown y sus amigos, onde interpretava Lucy.

Em 1995, Carla Estrada lhe dá a oportunidade de voltar ao mundo das telenovelas, em Laços de amor, protagonizada por Lucero. Nesse mesmo ano, conclui a gravação de seu quarto disco como solista e no final deste ano se junta novamente à sua mãe e avó para fazer a obra infantil La isla de niños, onde também participou Eduardo Santamarina. Ainda nesse ano, Paco Stanley a convida para ser Doña Inés.

Em 1996, trabalha junto de sua mãe e de Mariana Levy na telenovela Bendita mentira. Ano em que, infelizmente, é detectado um câncer em Angélica Ortíz e, em outubro deste ano, esta falece.

Em 1997, Angélica Vale inicia Branca de Neve e os sete anões, sob a produção de Alejandro Gou, com quem trabalha exaustivamente todos os dias da semana por todo o país. Essa experiência foi importante para que ela tomasse a decisão de se tornar produtora de teatro. Além disso, no final deste ano, Gou a convida para participar na peça El diablo anda suelto, ao lado de Loco Valdés e Raúl Araiza.

No início de 1998, nasce a companhia Producciones Angélica Ortiz, sendo Angélica María e Angélica Vale as encarregadas pela companhia. Começou com produção de La Cenicienta, una historia de amor, onde Angélica Vale era responsável pela adaptação, pelas canções e pela interpretação de Cinderela. Ainda nesse ano, Emilio Larrosa lhe dá a oportunidade de trabalhar de participar a telenovela Soñadoras, interpretando Julieta.

Em 1999, terminando a novela, Angélica começa a apresentar o espetáculo Solo para ti, onde canta e imita diversos artistas, se apresentando por todo o México e em algumas cidades dos Estados Unidos. Também teve a oportunidade de viajar convidada por vários programas de televisão da República Dominicana e Venezuela, entre outros.

Em 2000, participa como apresentadora do programa Hoy, por cinco meses. Nesse ano estreia em Las Vegas, graças a Marco Antonio Solís que a convida para abrir seus shows. Em junho deste ano, realiza outro de seus sonhos produzindo uma homenagem aos 50 anos de sua mãe, que foi transmitido por emissoras de todo o México, países da América Central e do Sul, além dos Estados Unidos.

No final deste ano, começa a protagonizar esta que até então é sua personagem favorita e mais querida: Wendy, na novela Amigas e rivais. Esta que foi para ela modelo e guia em sua vida particular, com quem aprendeu a nunca se dar por vencida mas, sim, lutar por seus sonhos.

No final de 2001, terminando as gravações da telenovela, começou uma turnê de promoção da mesma, e logo após tomou umas férias em Miami, que inicialmente seriam de apenas três semanas, mas que resultaram em três meses.

Ao regressar ao México, apresenta o Big Brother, primeiro reality show que se apresenta no país e prepara seu show Vuelvo a intentar, no qual apresenta suas imitações clássicas, somadas a novas, além de músicas de todos os estilos, onde trata de fazer uma pequena homenagem aos seus compositores e cantores favoritos.

Em 2003, inicia sua participação no programa La parodia, imitando as estrelas da atuação, da política e da vida social.
Em 2005, Angélica Vale participa na série de televisão El privilegio de mandar junto a personalidades como Carlos Espejel, Arath de la Torre, Miguel Galván, entre outros.

Para 2006, a atriz dá voz a Bibi em Una película de huevos e Otra película de huevos y un pollo, além de fazer a voz de Ellie em A era do gelo 2. Ainda em 2006, Angélica Vale obtém o papel de protagonista da telenovela A feia mais bela, com o qual consegue grande popularidade como Lety.

Em 2007, finaliza a telenovela A feia mais bela e neste ano, Angélica ganha o prêmio TVyNovelas como melhor atriz por sua interpretação como Letícia Padilla Solís. Ainda em 2007, é eleita como uma dos 50 mais belos pela revista People en español. Aparece, ainda, como convidada, no episódio que encerra uma das temporadas de Uggy Betty.

Neste ano de 2007, Angélica apresenta, ao lado de Jaime Camil e Belinda, os Premios Juventud, da Univision, por quem é convidada para apresentar El gordo y la fraca, por uma semana. Ainda em 2007, co-produz e estreia novamente Vaselina, interpretando o papel de Sandy.

Em 2009, apresenta, junto a Marco Antonio Regil, o reality show Hazme reír y serás millonario e participa da série Mulheres assassinas, junto de sua mãe.


SUAS ATUAÇÕES

TELENOVELAS

2006 - A feia mais bela (Letícia)
2002 - Las vías del amor (Angélica)
2001 - A migas e rivais (Wendy)
1998 - Soñadoras (Julieta)
1996 - Bendita mentira (Margarita)
1996 - Laços de amor (Tere)
1986 - Herencia maldita (Adela)
1981 - El hogar que yo robé (Marianita)
1978 - Muñeca rota
1975 - El milagro de vivir (Bebê Alejandra)

SÉRIES

2009 - Mulheres assassinas (Julia)
2007 - Ugly Betty (Angélica)

OUTROS PROGRAMAS

2006 - El privilegio de mandar
2004 - Cancionera
2003 - La hora pico
2002 – 2005 - La parodia
2002 - Big brother
2000 - Hoy
1999 - A qué no te atreves
1998 - Mujer, casos de la vida real
1997 - El secreto de Alejandra
1994 - ¡Qué chavas!

PEÇAS TEATRAIS E MUSICAIS

2007 - Vaselina
2005 - José, el soñador
2004 - Los miserables
2002 - La casa de Bernarda Alba
1988 - Cenicienta, una historia de amor
1997 - El diablo anda suelto
1997 - Blancanieves y los siete enanos
1996 - La isla de niños
1995 - El tenorio cómico
1994 - El portal de Belén
1994 - Charlie Brown y sus amigos
1992 - Todo lo que digas será al revés
1991 - Mi suegra es un fantasma
1991 - Don Juan Tenorio
1991 - Los extraterrestres
1990 - Mamá ama el rock
1989 - Los tenis rojos
1988 - Vaselina
1987 - Una estrella
1986 - Imaginación
1984 - El mago de Oz
1982 - El club de la amistad
1980 - Zoila sonrisas
1978 - Papacitos piernas largas

FILMES

1988 - Una estrella
1981 - El gran triunfo
1979 - La guerra de los pasteles
1978 - El coyote y la bronca

DUBLAGENS

2009 - A era do gelo 3
2009 - Otra película de huevos y un pollo
2006 - A era do gelo 2
2006 - Una película de huevos


SUA DISCOGRAFIA

1996 - La isla de niños
1991 - Atrapada
1990 - Nuestro show no puede parar
1990 - Mamá ama el rock
1987 - Una estrella
1986 - Imaginación
1984 - El mago de Oz
1983 - No tengo edad
1982 - Angélica Vale
1980 - Zoila sonrisas


SEUS PRÊMIOS

PRÊMIOS TVYNOVELAS

2007 - Melhor atriz protagônica (A feia mais bela)
2003 - Melhor atriz de comédia (La parodia)

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Telenovelas da Televisa: Os êxitos da década - Parte 2

Alborada foi a telenovela do ano de 2005, ano em que Peregrina, remake da telenovela Kassandra, uma das telenovelas mais vistas do mundo também chegou ao México. Outros melodramas, como Contra viento y marea, El amor no tiene precio, La esposa virgen, A madrasta e Sonhos e caramelos, também obtiveram reconhecimento.

Em 2006, A feia mais bela ganhou o prêmio de melhor telenovela, abrindo caminho para novas telenovelas cômicas, e Código postal se apresentou com novos talentos juvenis que puderam iniciar sua carreira. Também nesse ano, apareceram Amar sin límites, Duelo de pasiones, Feridas de amor, La verdad oculta, Las dos caras de Ana e Mundo de feras, protagonizada pela venezuelana Gaby Espino, que causou polêmica ao deixar a novela.

Em 2007, as telenovelas tiveram muito reconhecimento e êxito quase que instantâneo, sendo Paixão a melhor delas. Outras foram: Bajo las riendas del amor, Destilando amor, Lola…érase una vez, Tormenta en el paraíso, Yo amo a Juan querendón e Muchachitas como tú, onde Ariadne Díaz estreou.

Em 2008, Alma de hierro, Al diablo con los guapos, Cuidado con el ángel, En nombre del amor, Fuego en la sangre, Juro que te amo, As tontas não vão ao céu e Un gancho al corazón tiveram altos índices de audiência deixando o público mexicano muito feliz.

O ano de 2009 se caracterizou por produções de alta qualidade de grande êxito, como Hasta que el dinero nos separe, a melhor telenovela do ano, Atrévete a soñar, Camaleones, Amanhã é para sempre, Los exitosos Pérez, Corazón salvaje, Mar de amor, Mi pecado e Sortilegio.

Em 2010, o ano dos remakes, histórias importantes tiveram novas fórmulas, que podem ser vistas pela nova geração: Niña de mi corazón, Soy tu dueña e Llena de amor, ainda que Zacatillo, un lugar en tu corazón tenha surpreendido pela comédia e pela história inédita.

Telenovelas da Televisa: Os êxitos da década - Parte 1

Os êxitos produzidos pela Televisa nos últimos dez anos reúnem mais de 70 grandes produções de alta qualidade, os quais foram desfrutados por milhões de pessoas.

Esmas.com tem sido uma ferramenta fundamental na divulgação das telenovelas, já que, através dos sites oficiais, as pessoas podem ler os capítulos, conhecer o elenco, as personagens, ver as entrevistas exclusivas e os álbuns de fotografias com belas imagens das telenovelas.

A seguir, apresento as telenovelas que ganharam a apreciação do público mexicano na última década.

O ano 2000 foi muito frutífero, já que, a partir de então, começaram a surgir novas revelações juvenis que iniciavam uma exitosa carreira, tal como Jaime Camil, que estreou na telenovela Mi destino eres tú, assim como Anahí, que obteve seu primeira papel protagônico em Primeiro amor - A mil por hora.

Abraça-me muito forte foi a ganhadora do prêmio TVyNovelas, mas também estavam outras produções importantes, como Amigos para sempre, El precio de tu amor, La casa en la playa e Locura de amor.

O ano de 2001 se caracterizou por telenovelas que abordavam novos temas sociais e cotidianos e que agregavam mundos fantásticos. Amigas e rivais foi a primeira telenovela juvenil que introduziu temas fortes em seu roteiro, como a AIDS, o envolvimento com as drogas, a corrupção, etc. assim como Salomé, que abordou temas como a homossexualidade, e cuja protagonista era uma cabareteira.

Aventuras en el tiempo desvendou mundos fantásticos e novos cenários. Navidad sin fin foi uma produção especial onde se narrava um conto de natal à mexicana. Manancial foi a vencedora do prêmio TVyNovelas. Outras produções-chave foram: Atrévete a olvidarme, O jogo da vida, La intrusa e Maria Belém.

Em 2002, A outra arrasou com a audiência por ser Yadhira Carrillo a protagonista e antagonista da vez, ganhando, assim, o prêmio TVyNovelas. Outras produções foram: Así son ellas, Cúmplices de um resgate, No limite da paixão, Las vías del amor, Menina, amada minha e Viva às crianças! - Carrossel II, última telenovela em que Andrea Lagarreta participou.

Em 2003, retomaram-se as telenovelas de época que começaram a ganhar um auge inesperado com protagonistas como Fernando Colunga e Adela Noriega, em Amor real, melodrama que ganhou o prêmio de melhor telenovela do ano. Alegrifes e rabujos, Bajo la misma piel, Amarte es mi pecado, Poucas, poucas pulgas e Mariana da noite foram outras produções que viram a luz nesse mesmo ano.

Em 2004, Rubi foi exibida com um enorme êxito, sendo a ganhadora do prêmio TVyNovelas. Além desta, Rebelde se apresentou como o maior fenômeno juvenil da década, abrindo as portas para novos projetos. Outras telenovelas que chegaram aos lares mexicanos e de outros países, foram: Amy, a menina da mochila azul, Apuesta por una amor, Corazones al límite, Inocente de ti, Misión SOS: Aventura y amor, Mujer de madera e Piel de otoño.

terça-feira, 18 de maio de 2010

A madrasta


NOME ORIGINAL
La madrastra

ESCRITORES
Liliana Abud, Julián Aguilar e Mauricio Aridjis (Baseados na obra de Arturo Moya Grau)

PRODUTOR
Salvador Mejía Alejandre

PAÍS DE ORIGEM
México

NÚMERO DE EPISÓDIOS
120

ANO DE GRAVAÇÃO
2005

ANO DE ESTREIA NO BRASIL
2005

EMISSORA
SBT

TEMA DE ABERTURA
Víveme

INTÉRPRETE
Laura Pausini

No necesito más de nada ahora que
me iluminó tu amor inmenso fuera y dentro.

Créeme esta vez,
créeme porque,
créeme y verás
no acabará, más.

Tengo un deseo escrito en alto que vuela ya,
mi pensamiento no depende de mi cuerpo.

Créeme esta vez,
créeme porque
me haría daño ahora, ya lo sé.

Hay gran espacio y tú y yo,
cielo abierto que ya
no se cierra a los dos
pues sabemos lo que es necesidad.

Víveme sin miedo ahora
que sea una vida o sea una hora
no me dejes libre aquí desnudo
mi nuevo espacio que ahora es tuyo, te ruego.

Víveme sin más vergüenza
aunque esté todo el mundo en contra,
deja la apariencia y toma el sentido
y siente lo que llevo dentro.

Y te transformas en un cuadro dentro de mí
que cubre mis paredes blancas y cansadas.

Créeme esta vez,
créeme porque
me haría daño una y otra vez.

Sí, entre mi realidad
hoy yo tengo algo más
que jamás tuve ayer
necesitas vivirme un poco más.

Víveme sin miedo ahora
que sea una vida o sea una hora,
no me dejes libre aquí desnudo
mi nuevo espacio que ahora es tuyo, te ruego.

Víveme sin más vergüenza
aunque esté todo el mundo en contra
deja la apariencia y toma el sentido
y siente lo que llevo dentro.

Has abierto en mí la fantasía,
me esperan días de una ilimitada dicha.
Es tu guión la vida mía,
me enfocas, me diriges, expones las ideas.

Víveme sin miedo ahora
aunque esté todo el mundo en contra,
deja la apariencia y toma el sentido
y siente lo que llevo dentro.


ELENCO

Victoria Ruffo: María Fernández Acuña de San Román

César Évora: Estevão San Román

Eduardo Capetillo: Leonel Ibáñez

Ana Layevska: Estrela San Román Fernández

Mauricio Aspe: Heitor San Román Fernández

Jacqueline Andere: Alba San Román

Margarita Isabel: Carmem San Román

Miguel Ángel Biaggio: Angelo San Román

Sabine Moussier: Fabíola de Mendizábal

René Casados: Bruno Mendizábal

Cecilia Gabriela: Daniela Márquez de Rivero

Guillermo García Cantú: Demétrio Rivero

Martha Julia: Ana Rosa Márquez / Sofia Marquez

José Luis Reséndez: Greco Montes

Ana Martín: Socorro de Montes

Arturo García Tenorio: Leonardo “Da Vinci” Montes

Carlos Bonavides: Rufino Sánchez “Poodle”

Sergio Mayer: Carlos Sánchez

Irma Serrano: Duquesa

Joaquín Cordero: Padre Belisário

Patricia Reyes Spíndola: Venturina García

Lorenzo de Rodas: Evandro Maldonado

Archie Lafranco: Luciano Cerezuela

Montserrat Olivier: Patricia de Ibáñez

Michelle Vieth: Viviam Sousa

Ximena Herrera: Alma Muñoz

Mariana Ríos: Lupita Montes

Maria Luisa Alcalá: Fanny

Liza Willert: Rebeca Robles

Rubén Morales: Figueroa

Mario Casillas: Dr. Rubem

Sergio Jurado: Investigador Munhoz

Marcelo Buquet: Geraldo Salgado

Sergio Catalán: Dario Martinelli

Pilar Pellicer: Sônia


PERFIL DAS PERSONAGENS

Maria (Victoria Ruffo) – Uma bela mulher e com grande personalidade. Seu grande amor foi Estevão San Román. Casaram-se apesar da oposição das tias dele, Alba e Carmem. Eles tiveram dois filhos, Heitor e Estrela. Maria era uma mulher doce e nobre, a prisão a deixou cheia de rancor e amargura, mas também mais forte e não destruiu sua nobreza.

Estevão (Cesar Évora) – Um importante empresário. Foi criado por suas tias Alba e Carmem. Aconselhado por elas e amigos, se divorcia de Maria e diz a seus filhos que Maria morreu. Está comprometido com Ana Rosa. Quando Maria regressa o obriga a voltar a se casar com ela. É quando Estevão descobre que realmente ama Maria.

Leonel (Eduardo Capetillo) – Filho de Patrícia. É um homem empreendedor e disciplinado, criado junto com os filhos de Estevão. Trabalha com Estevão e o considera como seu segundo pai, está sempre se esforçando para não desapontá-lo. Acredita estar apaixonado por Maria e se distancia de Estevão quando ele se casa com ela.

Estrela (Ana Layeska) – Filha de Maria e Estevão. Uma jovem alegre e de bons sentimentos, porém caprichosa e volúvel. Adora sua família e venera a memória de sua mãe, que acredita estar morta. Por isso não aceita Ana Rosa e também odiará Maria. No amor é insegura. Não sabe se realmente ama Greco ou Carlos.

Heitor (Mauricio Aspe) – Jovem atlético, herdou a habilidade de seu pai, Estevão, para os negócios. Trabalha com o pai, mas quer se destacar pelos seus próprios méritos. Protege sempre seus irmãos e não aceitará Maria. Nunca se apaixonou de verdade, até conhecer Viviam, uma ex–companheira de prisão de Maria. Ela roubará o coração do garoto.

Alba (Jacqueline Andere) – Fria, egoísta, manipuladora e calculista. Faz o que quer de sua irmã Carmem e está acostumada a ser a senhora da mansão dos San Román. Odeia Maria por ter se casado com Estevão, principalmente agora que ela regressou em suas vidas. Fará o que for necessário para que Maria não regresse à mansão.

Carmem (Margarita Isabel) – Irmã de Alba e tia de Estevão. Uma mulher romântica, sensível, sonhadora e com bons sentimentos. Acreditou em um amor sem saber que Alba destruiria seu sonho de formar uma família. Gosta de Angelo como se fosse seu próprio filho e não chega a odiar Maria, mas Alba a domina e a trata com desprezo.

Angelo (Miguel Ángel Biaggio) – É um jovem tímido e muito frágil. Acredita que nunca chegará a ser como seus irmãos Heitor e Estrela. Nunca descobriu quem é sua verdadeira mãe. Quando conhece Maria, simpatiza de imediato por ela. Maria vai transformar Angelo em um novo garoto.

Ana Rosa (Martha Julia) – Mulher bastante atrativa e sensual, que deseja se casar com Estevão por causa de sua fortuna. Possui uma apaixonada relação com Carlos, mas seu plano é deixá-lo assim que se casar com Estevão. Quando Maria regressa e se casa com Estevão, Ana Rosa se transforma em uma grande inimiga e fará tudo o que for possível para separá–los.

Greco (José Luis Reséndez) – Irmão de Lupita, estudou biotecnologia. Por recomendação de Lupita e do padre Belisário, será professor particular de Estrela e chegará a se apaixonar pela garota.

Socorro (Ana Martin) – Esposa de Leonardo, mãe de Greco e Lupita. Odeia quando seu marido não dá dinheiro para gastar em apostas. É uma grande amiga para seus filhos e sempre os apoia nos momentos mais difíceis. Está sempre na igreja ajudando o padre Belisário.

Poodle (Carlos Bonavides) – Melhor amigo de Leonardo e Socorro. É viúvo e dedica todo o seu tempo ao seu filho Carlos. Vai receber uma grande fortuna por ser meio irmão de Evandro. É sócio de Leonardo e também é apaixonado por apostas.

Carlos (Sergio Mayer) – Filho de Poodle e ex-namorado de Lupita. Bonito e atlético, são os atributos que aproveita para conquistar Ana Rosa. Renega sua condição social e econômica, e está disposto a deixar de ser pobre mesmo que seja através de meios escusos. Pouco a pouco se relacionará com os San Román com a intenção de casar-se com Estrela.

Duquesa (Irma Serrano) – Mulher fina e sofisticada que acredita em um mundo místico. Acredita que em outra vida pertenceu à realeza. Tem um toque de sabedoria popular. É dona de um modesto restaurante e divide com Poodle e Leonardo a paixão pelas apostas.

Padre Belisário (Joaquín Cordero) – Amigo da família San Román, nunca abandonou Maria e vai apoiá-la para que recupere seus filhos. Sempre foi contra a história de que Maria estava morta, inventada por Estevão.

Evandro (Lorenzo De Rodas) – Amigo e sócio de Estevão na empresa. Sabe quem é o assassino de Patrícia, mas fica calado para se vingar de Maria, pois ela nunca correspondeu aos seus sentimentos. É de origem humilde e sempre se dedicou a crescer na vida. Vive com Venturina.

Venturina (Patricia Reyes Spíndola) – Mulher de nobres sentimentos. É surda e muda, trabalha há muito tempo com Evandro e é muito agradecida por ele ser o único que a ajuda na vida.

Fabíola (Sabine Moussier) – Mulher bela, inteligente, calculista e dominadora, é esposa de Bruno, um dos sócios de Estevão. Casou-se com ele mesmo amando Estevão. Detesta Maria, sempre está contra ela.

Bruno (René Casados) – Marido de Fabíola e sócio de Estevão. É ambicioso e faz de tudo para conseguir o que deseja. Bruno se converterá em um grande vilão quando Maria regressar.

Daniela (Cecilia Gabriela) – Mulher linda e atrativa, esposa de Demétrio e tia de Ana Rosa. Esteve na viagem onde Patrícia foi assassinada. Estevão comprou seu silêncio. Chora por qualquer coisa, uma mulher muito sensível, mas em algumas ocasiões é fria e explosiva. Apoiará Ana Rosa para que Maria e Estevão não voltem a se unir.

Demétrio (Guillermo G. Cantú) – Marido de Daniela, sempre teve má sorte nos negócios. Pede dinheiro constantemente a Alba e Carmem e em troca mantém uma história do passado em segredo. Ele é um dos possíveis assassinos de Patrícia.


INTRODUÇÃO

Baseada em um original chileno que já havia rendido duas versões no México, Liliana Abud desenvolveu essa nova adaptação para A madrasta, acrescentando muitas novidades que não estavam antes, e que contribuíram para o grande sucesso da novela.


RESUMO

Maria e Estevão viviam felizes, até que um dia uma terrível tragédia acaba destruindo essa felicidade. Os dois viajam com alguns amigos da empresa: Evandro, sócio e amigo de Estevão, o advogado da empresa, Demétrio e sua ardilosa esposa Daniela, Bruno, seu outro sócio e sua fria e calculista mulher, Fabiola e suas tias Carmem e Alba.

Patrícia é uma jovem mulher que dizia ser amiga de Maria e na verdade também era apaixonada por Estevão, é assassinada por um de seus "amigos" deixando um filho pequeno, Leonel.

Ao ouvir o tiro, Maria corre ao quarto para ver o que ouve e o pior acontece: A polícia chega e encontra Maria com a arma do crime, ela então é presa pelo crime que não cometeu.

Seu marido, Estevão, um importante homem de negócios, não acredita em sua inocência. A vida de Maria torna-se um inferno e ela é julgada e condenada a prisão perpétua. Estevão então separa-se de Maria e pede aos amigos que nunca contem a verdadeira história a seus filhos. Todos então fazem um juramento, Estevão chega até inventar uma mentira aos filhos, dizendo que a mãe deles morreu em um acidente de carro e faz um grandioso retrato de uma mulher desconhecida que faz os filhos acreditarem ser está a sua mãe. Maria, abandonada e ressentida, jura que irá descobrir o assassino de Patrícia e recuperar seus filhos.

Vinte anos depois, Maria é posta em liberdade por boa conduta e volta à cidade do México em busca de vingança. Está decidida a descobrir o verdadeiro culpado e enfrentar Estevão.

O que ela mais deseja é recuperar seus filhos, Heitor e Estrela. A primeira coisa que Maria faz é procurar as pessoas que estavam naquela viagem. Todos se surpreendem ao ver Maria novamente.

Logo surge um grande temor e dúvida quando ela informa que durante 20 anos o verdadeiro assassino de Patrícia está vivendo entre eles.

Maria se casa novamente com Estevão para ter de volta o carinho de seus filhos. Mas isso não será fácil, já que eles a consideram como “A madrasta” que veio para usurpar o lugar de sua mãe morta. Além disso, Maria terá que lidar com as intrigas das tias e dos sócios de Estevão, sobretudo com Fabíola, que sempre foi apaixonada por Estevão.

Nesta altura da história, Estevão tem um terceiro filho, mas não revela quem é a mãe do rapaz. Angelo é um jovem muito inseguro e Maria irá aceitá-lo de imediato, tratando-o com muito carinho.

Pouco a pouco, Maria vai ganhando o amor de seus filhos sem revelar que é a verdadeira mãe deles. Ela vai ajudar Estrela a deixar de ser uma menina superficial e volúvel e a compreender que de seus dois “casos”, Carlos e Greco, quem a ama de verdade é Greco, um jovem bom e humilde, pois Carlos somente se interessa pelo dinheiro da família.

Heitor é um jovem arrogante. Sua vida muda quando conhece Viviam, que foi companheira de Maria na prisão. O rapaz irá se apaixonar por ela.

Maria se encontra em uma encruzilhada, pois se dá conta de que segue amando seu marido e que é correspondida por ele. Agora seu coração endurecido por 20 anos de sofrimento, de saudade e abandono terá que buscar forças para seguir no caminho da justiça ou do perdão.


CURIOSIDADES

A madrasta foi uma das telenovelas de maior sucesso dos últimos anos da Televisa (27,9 pontos), chegando a 33 pontos de média em seu último mês, feito que a emissora mexicana não alcançava com suas produções, desde Mariana da Noite.

A telenovela teve uma continuação no México, intitulada La madrasta: Diez años después, em 2007, que contava a história de que Demétrio fugia da cadeia e contava com a ajudada da nova empregada da família, interpretada por Alejandra Barros. Era uma continuação de 2005.

O produtor Salvador Mejía Alejandre, em entrevista ao programa da Hoy da Televisa, afirmou que foram gravados apenas 4 novos capítulos e que foi muito difícil reunir o elenco todo novamente.

A telenovela foi recebida com várias criticas porque foi exibida a tarde. Muitos telespectadores chegaram a reclamar que a telenovela deveria ser exibida no horário nobre, às 20h00, pelo SBT.

Um fato curioso no Brasil: A telenovela teria reprise no sábado, dia 29, mas não teve por causa de um evento no SBT: o Teleton Brasil, e foi exibida às 13h00 no outro sábado. Algumas afiliadas do SBT não exibiram a reprise do último capítulo em função da programação local. Em São Paulo, no Rio de Janeiro e nas parabólicas foi exibida a reprise do último capítulo.

Apesar de ter sido um sucesso, A madrasta não manteve os índices da segunda reprise de A usurpadora, recebeu com 15 pontos e caiu pra 9.

Ao decorrer dos capítulos com a média fixada nos 9 pontos, houve pequenos acréscimos e após o final de Laços de família, grande sucesso das tardes da Globo, a telenovela do SBT passou pra 12 pontos.

Seu último capítulo foi líder de audiência, com 13 pontos de média e 16 de pico. Neste episódio Demétrio tentou matar Maria dentro de sua própria casa, Estevão invade a sala e salva Maria, enquanto Demétrio é preso pelas autoridades.


COMENTÁRIOS

Essa telenovela esteve dividida em três universos: a busca pelo assassino de Patrícia, o núcleo dos pobres, e a luta de Maria, para reconquistar o amor dos filhos, e que foi a melhor parte da trama. É bem verdade que houve um excesso de lágrimas por parte de Maria, mas nada que fugisse a regra das melhores telenovelas.

Uma mãe chorando e sofrendo pelo amor dos filhos é algo que costuma comover, e mais uma vez, foi o que aconteceu. Era impossível ficar indiferente com uma Maria tão bondosa e sempre recebendo as piores humilhações e desprezos por parte dos filhos. A história principal esteve sob medida da emoção do telespectador, a revelação que quase vinha, mas era interrompida, e que depois deveria explodir novamente, até a comovedora cena onde Estevão conta a verdade aos filhos.

O mistério sobre quem era o assassino de Patrícia com certeza foi um dos motores para a audiência da telenovela, recheada de sequências atípicas de suspense para as telenovelas mexicanas. Houve até um exagero quanto ao número de vezes que Maria quase foi assassinada e ficava sem um arranhão em seguida. Mas, isso foi algo bom dentro da história, considerando que nas outras versões, o assassino quase não atacava a protagonista durante o percurso da trama. Mas infelizmente, o México ainda não está preparado para um suspense como esse. Porque houve erros, como divulgar a verdadeira identidade antes do último capítulo, e a previsibilidade de quem seria ao longo da reta final. Já estava óbvio há muito tempo que era Demétrio.

Além do mistério do assassino, houve um outro emaranhado de segredos entre os personagens, como quem era a mãe do jovem doente Ângelo: Alba ou Carmem?

O núcleo dos pobres deixou a desejar. Talvez por estar composto por um elenco de astros, houve uma excessiva participação, com assuntos irrelevantes, e que chegaram em algum tempo, a cansar a audiência, pois estavam começando a ter mais destaque que o assunto principal.

O elenco foi composto por vários astros e estrelas. A protagonista era para ter sido vivida por Verónica Castro ou Lucía Méndez, mas nenhuma aceitou, e o papel de Maria acabou ficando para Victoria Ruffo, em um de seus melhores momentos na TV. Maria foi uma heroína cheia de nuances: forte, sofredora, mãe, detetive, e apaixonada por seu ex–marido. O mais engraçado era que em absolutamente todos os capítulos, Maria comentava sobre a injustiça que lhe foi feita e sobre o fato de Estrela e Heitor serem “seus filhos”. Assim como o termo “Vinte anos” aparecer em todos os capítulos.

Outra que esteve em plano de igualdade com Victoria Ruffo foi Jacqueline Andere, provando mais uma vez que sua especialidade são as vilãs. Alba San Román foi uma personagem que cresceu muito durante a telenovela.

Ainda houve outros destaques, como Ana Layevska, perfeita como a irritante Estrela, uma garota mimada e que gerou o ódio do público com sua atitude infantil diante de Maria. Ainda Margarita Isabel, simpática e divertida com Carmem. O personagem fez tanto sucesso que o público não queria que fosse ela a assassina. Miguel Biaggio também esteve muito bem como o enfermo Ângelo, que foi tomando muita força durante a história. Também José Luis Rezendez, que não esteve nada mal para um ator iniciante.

Agora, quem deixou a desejar foi Sergio Mayer. Carlos era caricato, exagerado e exibicionista. E isso que era um personagem que sempre teve importância. Lamenta-se a falta de destaque do personagem de Sabine Moussier.

A madrasta desde cedo foi um projeto cheio de expectativas, afinal Vivir un poco, de 1985, havia sido uma telenovela de grande êxito. Nessa versão, a assassina havia sido o papel de Nuria Bages, que em A madrasta correspondeu a Cecília Gabriela.

Em 1996, houve uma outra versão, chamada Para toda la vida, com Ofélia Medina vivendo a protagonista. Mas a telenovela fracassou por inúmeras razões. Aqui, a assassina foi Sylvia Pasquel, que fazia a “Alba” da vez. Mas ela nem era apaixonada por Estevão, isso foi uma criação de Liliana Abud para essa versão.

O que o público não gostou muito, embora tenha visto, foi o esticamento da telenovela de última hora. Na terça-feira da suposta última semana, foi anunciado um alargue da telenovela, em mais duas semanas, desta vez, em exibições de meia-hora. Muitos foram os absurdos: Alba conseguindo sequestrar todo o elenco, Aruba ter pena de morte e praticamente ter uma ponte aérea, tamanha a velocidade que os personagens iam e vinham. Foram muitas as críticas ao final, embora, não diminuiu em nada o sucesso da história, que registrou altos índices de audiência. Mesmo sendo contraditório com o que já foi dito, houve um lado bom na prévia revelação de quem era o assassino, pudemos vê-lo em ação.

O tema musical foi inesquecível. Tanto que Salvador Mejía convidou a cantora Laura Pausini para uma participação memorável, cantando o tema para Maria e Estevão. A própria Laura comentou que graças a telenovela, a música havia sido um grande sucesso em toda a América Latina. Outro tema musical que tocou bastante foi Amor del bueno, de Reyli, fundo musical para o romance de Estrela e Greco.

Entrevista com David Zepeda


Após o enorme êxito que conseguiu tornando as vidas de William Levy e Jacqueline Bracamontes impossíveis, em Sortilegio, David Zepeda regressa para interpretar o vilão que se atreveu a deixar Lucero plantada no altar em Soy tu dueña, história que estreou no lugar de Corazón salvaje no Canal de las estrellas. O mexicano interpreta Alonso Peñalver e é um dos personagens-chave nesta nova versão do clássico realizado há quatorze anos.

Depois de sua participação em Sortilegio, David Zepeda teve a oportunidade de descansar durante três semanas para conviver com sua família em Sonora, México, e viajar aos Estados Unidos para se desestressar e recarregar suas energias. O ator se considera um homem de família, mas sobretudo bastante entregue ao que faz, e, assim que surge uma oportunidade, ele aproveita para visitar sua família.


Você estava nervoso pela estreia da telenovela?

Faltavam poucos dias para ir ao ar um trabalho que vínhamos realizando desde 06 de janeiro, quando iniciamos as gravações e esperamos que as pessoas gostem. Além disso, é produzida por Nicandro Díaz, sinônimo de êxito e garantia em seus produtos. Temos um elenco de primeira e os ingredientes necessários para que a novela seja um êxito e que prenda as pessoas.


Que diferença existe entre este personagem e o de Sortilegio?

Espero que as pessoas sejam muito preceptivas e vejam o que o diretor e eu queremos dar ao personagem de Alonso, que, diferentemente de Bruno, de Sortilegio, é muito encantador e essa é sua justificativa para namorar duas belas mulheres que são Lucero e Gaby Spanic, que interpretam Valentina e Ivana, respectivamente.


Como você se sente em dividir as cenas com estes atores?

Na verdade sou bastante privilegiado, acredito que tenho muitíssimo que aprender e ensinar, mas sobretudo tenho muita esperança de crescer como ator. Busco fazer com que cada projeto seja uma necessidade constante de demonstrar um crescimento pessoal e na atuação, e espero que este não seja uma exceção. Em Soy tu dueña, tenho a oportunidade de trabalhar com figuras de primeira, como Silvia Pinal, Sergio Goyri, Julio Alemán, Erick del Castillo, Jacqueline Andere, Ana Martín e David Ostrosky, e isso é algo para todo ator agradecer, já que tenho o compromisso de dar o melhor de mim para estar ao nível destes gigantes da atuação.


Quais as diferenças que existem entre esta versão e a anterior?

Soy tu dueña é o remake da novela feita há quatorze anos, porém, desta vez vamos atualizá-la, tornando-a moderna e com novos elementos, para que as pessoas se identifiquem e se esqueçam de tantos problemas que a vida cotidiana nos traz. Em geral, mudaram o tempo, as idades das personagens, assim como suas motivações. De certa forma é a mesma base, porém, são situações novas e isso traz uma modernidade à história. Você pode fazer uma cena de 150 maneiras e, neste caso, estamos fazendo algo completamente diferente da versão anterior, existem situações distintas e novas personagens.


Você viu a versão anterior?

Só vi o primeiro capítulo para ter uma ideia do que se tratava e, na verdade, me encantei. Mas, estou realizando meu personagem de acordo com o roteiro, como o diretor e o produtor me indicam, isso me distancia completamente do que fez Eduardo Santamarina.


Como foram as primeiras cenas da telenovela?

Começamos a gravar com muita vontade e muita energia, eram cenas muito complicadas com Gaby Spanic. Nossos personagens trazem uma carga emocional muito forte e, com isso, iniciamos este projeto.


E haverá cenas para elevar a temperatura?

Claro, tenho cenas com Gaby Spanic que serão de muita paixão e sensualidade, muito fortes, ainda que todas com muito respeito. Fisicamente aumentei o peso e deixei a barba crescer, já que na história aparento ser mais velho e estou seguro de que algumas pessoas odiarão este personagem.


Qual era sua expectativa para a estreia?

Acima de tudo que as pessoas dessem a oportunidade de entrarmos em seus lares com uma história muito bem feita, e disso estou seguro. Quanto à audiência e participação, infelizmente, elas não estão em nossas mãos, mas sim, nos entregarmos cem por cento, e isso tem feito cada um que integra esta produção.


Como você vê a concorrência com La loba da TV Azteca?

Isso é interessante, dar às pessoas uma alternativa diferente do que apresenta a TV Azteca e outros canais. Pessoalmente, me encanta o fato de existir uma maior oportunidade para ver produtos interessantes, porque isso cria um maior compromisso, não somente nos atores, mas também nos produtores e na própria emissora. As pessoas são as que dão a última palavra e a diversidade está no gosto.


O que você fez ao terminar as gravações de Sortilegio?

Quando terminei Sortilegio descansei e fui com minha família viajar um pouquinho pelos Estados Unidos, realmente foram três semanas de descanso porque depois começaram os testes para Soy tu dueña. O tempo foi justo porque, na verdade, sou uma pessoa inquieta, gosto de trabalhar e isso chegou em um momento perfeito porque me sinto motivado, com as pilhas recarregadas para recomeçar.



Colaboração: Revista Gaceta, Dulce Paraíso

segunda-feira, 17 de maio de 2010

As telenovelas e a difusão do idioma espanhol

“Nos últimos anos as telenovelas tiveram um destaque especial na fluidez da comunicação e no entendimento cultural entre os falantes do espanhol”. Essa afirmação pertence a Humberto López Morales, escritor e membro de várias academias linguísticas como Secretário Geral da Associação das Academias de Língua Espanhola.

No I Congreso Internacional Léxico e interculturalidad, realizado em 2009, o acadêmico abordou a expansão do idioma espanhol no mundo e considerou que, entre outros fatores, os meios de comunicação, como a Internet e a televisão a cabo, contribuem para que este idioma seja cada vez mais uniforme.

Acrescentou que estudos recentes sobre o uso do espanhol, revelaram que entre 85% e 90% do vocabulário é compartilhado por todos os falantes do idioma espanhol no mundo, sejam nativos ou estrangeiros. “Isso é a chave para uma comunicação mais fluida, o que não faz com que se percam os regionalismos, o vocabulário típico, nem que se empobreça o vocabulário local”.

Nesse sentido, comentou sobre o roteiro das telenovelas: “Uma mesma coisa pode levar distintos nomes e formas”. Essa situação, obrigou os roteiristas a modificarem os termos que não eram inteligíveis entre os diversos falantes do espanhol, substituindo, também, palavras que eram ofensivas em determinados países. Do mesmo modo, os meios informativos fazem parte deste fenômeno.

Jorge Ignacio Covarrubias, jornalista, escritor, tradutor e secretário da Academia Norteamericana de la Lengua Española, afirma que as telenovelas são as que mais contribuem entre os veículos de difusão do idioma espanhol no mundo. Elas enriquecem e ampliam o vocabulário, fazendo que os falantes deste idioma conheçam outras maneiras de dizer uma mesma coisa, em suma, favorecem a comunicação.

No V Congreso de la Lengua Española, que iria se realizar em Valparaíso, no Chile, mas que foi cancelado devido ao terremoto que abalou o país em março passado, aderindo-se então à forma virtual, Covarrubias expôs argumentos criados a partir de entrevistas realizadas com acadêmicos e personalidades do mundo artístico, como Delia Fiallo, Fernando Gaitán, Lupita Ferrer e Osvaldo Díaz, que concordaram em afirmar que a contribuição das telenovelas para a difusão do espanhol se dá quando estas não são dubladas, mas sim quando são exibidas com legendas, mantendo o idioma original.

Delia Fiallo afirma que, geralmente, as telenovelas latino-americanas são exibidas legendadas no exterior, levando o diálogo com as vozes de seus intérpretes, e, ao que parece, a harmonia e a suavidade do idioma latino cativa e convida à sua aprendizagem.

Disse ainda que, segundo suas fontes, a telenovela venezuelana Topázio, foi exportada para 45 países, as da Telemundo chegam a 87 nações, as venezuelanas, em geral, chegam a 100, as da produtora mexicana Azteca são exportadas para mais de 120. A telenovela de sua autoria, Kassandra, deixou sua marca no Guinness por sua emissão em 128, dos 195 países do mundo.

Covarrubias decidiu escrever sobre a contribuição da telenovela para com a difusão da língua de Cervantes após escutar o sub-diretor da Real Academia Española, Gregorio Salvador dizer: “As telenovelas são algo extremamente benéfico para a conservação do espanhol. Os culebrones - como são chamadas as novelas na Espanha - podem fazer muito mais pelo idioma castelhano do que uma reunião de academias ”.

No começo deste ano, títulos como A feia mais bela, Tierra de pasiones e Dame chocolate eram transmitidos no Azerbaijão; Gata selvagem, na Armênia; Destilando amor, Marina e Feridas de amor, na Bósnia; e Luna heredera, Rubi e Sos mi vida, na Bulgária. Haviam sites dedicados às telenovelas latinas na Ucrânia, Eslovênia, Lituânia e Estados Unidos, entre muitos outros.

Covarrubias expõe, ainda, que as telenovelas têm influenciado a propagação do idioma espanhol na Albânia, Romênia, Moldávia, Quênia, Indonésia e Israel, este último, inclusive, desde 2006, vem avançando na criação de escolas de idiomas, correlativamente à difusão destas telenovelas.

Ainda se falando em Israel, cujos idiomas oficiais são o hebraico e o árabe, tem-se registrado que 1989 foi o ano em que se começaram a importar as primeiras telenovelas procedentes da América Latina. Porém, foi a partir de 1990, com a televisão a cabo, que o fenômeno tomou maiores dimensões.

De acordo com os importadores, este “boom” se deveu às condições do ambiente. Ao israelita falta oportunidade para expressar emoção e, nesse aspecto, as telenovelas latinas, com seu sentimentalismo, servem para exteriorizar sentimentos e soltar as rédeas à emotividade.

As protagonistas: Mocinhas ou vilãs?

As protagonistas das telenovelas já não são tão boazinhas como costumavam ser, algumas sacodem a poeira, dão a volta por cima e encarnam verdadeiras vilãs. Veja a seguir algumas das novelas em que a protagonista não é a submissa da história.


VALENTINA (SOY TU DUEÑA)

Valentina (Lucero) é uma jovem bela e rica a quem a vida parece lhe sorrir em todos os aspectos. No entanto, quando descobre que seu noivo Alonso (David Zepeda) e sua prima Ivana (Gabriela Spanic) se interessam somente por seu dinheiro e armam um plano no qual Valentina fica plantada no altar no dia de seu casamento, esta deixa para trás a mulher doce, justa e sensata para ser uma mulher fria, autoritária, vingativa e cheia de amargura.


TEREZA (DESTILANDO AMOR)

Tereza Hernández (Angélica Rivera), mais conhecida como Gaivota, é um exemplo de luta e perseverança. Apesar de ser uma humilde camponesa que foi abandonada por seu noivo Rodrigo (Eduardo Yáñez), consegue se superar, até o ponto de tornar-se uma importante executiva. A nova Gaivota se dá ao luxo de rejeitar Rodrigo, que lhe suplica seu amor.


LETÍCIA (A FEIA MAIS BELA)

Fernando (Jaime Camil), faz com que Letícia Padilha, sua assistente empresarial, acredite que está apaixonado por ela. Ainda que lhe custe acreditar, Lety se entrega ao amor. No entanto, ao descobrir que somente foi usada, Lety se transforma em uma mulher fria e indiferente. Uma série de êxitos em sua vida a faz recuperar sua auto-confiança a ponto de dar uma lição em Fernando, que termina verdadeiramente apaixonado por ela.


MARCIA (LAS DOS CARAS DE ANA)

Ana Layevska interpreta um papel duplo. Por um lado é a doce e terna Ana, noiva de Rafael (Rafael Amaya) e, por outro lado, é a bela e calculista Marcia, uma mulher disposta a conquistar cada um dos membros da família Bustamante, como vingança pelo assassinato de seu irmão.


MARIA (A MADRASTA)

Maria era uma mulher doce e nobre, no entanto, foi encarcerada injustamente, acusada de um crime que não cometeu. A prisão lhe encheu de rancor e amargura, mas a tornou uma mulher mais forte e decidida a descobrir o nome do verdadeiro assassino, bem como recuperar o amor e a confiança de sua família.


MARISA (MUJER DE MADERA)

Marisa Santibáñez (Edith González) é uma jovem muito bela que está a ponto de se casar com seu noivo César. Entretanto, no dia do casamento, aparece uma mulher dizendo estar grávida de César. Obviamente, o casamento não se realiza e, a partir desse momento, Marisa passa a ser uma mulher inflexível e autoritária, tornando-se uma mulher de madeira.


RUBI (RUBI)

Rubi (Bárbara Mori) é uma bela jovem decidida a sair de sua pobreza. Sua ambição desmedida a leva a usar as pessoas que a rodeiam. Ela aproveita sua beleza para dominar os homens, com a exceção de Alessandro (Eduardo Santamarina), a quem, com muito pesar, nunca deixou de amar.


CARLOTA (A OUTRA)

A mulher boa a abnegada que era Carlota (Yadhira Carrillo) se vê transformada quando é distanciada de Álvaro (Juan Soler), por Cordélia (Yadhira Carrillo), sua sósia. Suas desventuras, após encontrar o amor, a tornam uma mulher mais forte e segura de si mesma.


MARIA INÊS (OLHAR DE MULHER)

Maria Inês (Angélica Aragón) é uma mulher que, depois de haver sido abandonada por seu esposo Inácio (Fernando Luján), decide se dar uma oportunidade com o amor. Alexandre Salas (Ari Tech), vinte anos mais jovem que ela, será quem irá devolver a paixão e o amor à sua vida.


TERESA (TERESA)

Obcecada por sair da pobreza em que vive, Teresa (Salma Hayek), uma jovem bela e inteligente, faz o que for para obter a riqueza e o poder que ambiciona. O amor fica em segundo lugar, e somente terá vez, quando ela alcançar seu propósito.

domingo, 16 de maio de 2010

Entrevista com Gabriela Spanic


Gabriela Spanic voltou à Televisa na pele de uma vilã, dando vida à Ivana em Soy tu dueña. A ex-rainha da beleza venezuelana declarou que não pensa em abandonar seu trabalho de atuação. Gaby está decidida e será atriz até o dia de sua morte. Em certa ocasião um de seus namorados lhe pediu para que renunciasse à sua profissão, por causa de ciúmes. Ao lembrar disso, ela mencionou que, no amor, se tornou uma mulher mais exigente e sem pressa para estabelecer uma relação.

Com uma voz firme que a caracteriza, a venezuelana de 36 anos, com um corpo escultural, falou sobre seu retorno às telenovelas mexicanas após nove anos de ausência, já que a última novela que protagonizou foi La intrusa, em 2001. Antes desta telenovela, Gaby participou em grandes produções mexicanas como La loba herida, A usurpadora e Por teu amor, entre outras. Em 2002, começou sua carreira na Telemundo, onde protagonizou La venganza, Prisionera e Tierra de pasiones.

A atual vilã da telenovela Soy tu dueña comentou que desde o nascimento de seu filho Gabriel de Jesús, tem andado muito cautelosa e, que agora, se ocupará com a sua evolução profissional. Um novo romance não lhe tirará o sonho. Seu bebê, de um ano e meio, é a fonte de energia para sua vida. Às vezes, convive somente quatro horas com ele, devido às extensas gravações do melodrama protagonizado por Lucero e Fernando Colunga.

Gaby tem vinte anos de carreira e já foi heroína de telenovelas no México, Estados Unidos, Venezuela e Colômbia, mas, agora, mostra seu lado maligno como vilã na nova versão de La dueña.

Soledad violenta é o título do filme em que participará Gabriela Spanic ao término de seu compromisso com a telenovela Soy tu dueña. A atriz venezuelana comentou que o longa-metragem, que tratará do tema violência doméstica, era um compromisso que já tinha antes de vir ao México, no entanto, foi adiado pela produção de Nicandro Díaz, e, possivelmente, será rodado no final de novembro, em seu país natal.

Gaby, como você se sente sendo parte da telenovela Soy tu dueña?

Me sinto muito orgulhosa por pertencer à história de Soy tu dueña. Trabalhar com Silvia Pinal, Ana Martín e atores desse nível representa uma grande escola para mim. Minha personagem, a Ivana desperta ódio e amor. É uma provocante domadora de homens, me dá muita liberdade emocional, além de me divertir com suas maldades.


Como você define Ivana, sua personagem?

É um papel com muitas matizes. Ela vem de uma família desestruturada e não bate bem da cabeça, então, em uma cena pode chorar, sorrir e, ao mesmo tempo, pedir perdão. É muito complexo, e estou buscando papéis assim, que me exijam nível de atuação.


Você gostou do novo visual preparado para este novo papel?

Sim. Me fizeram uma franja, deixaram o cabelo mais castanho, com camadas na frente e liso atrás, sem cachos. Os olhos expressivos e maquiados, os lábios naturais, muito angelical, para contrastar.


Como você enfrentou o desafio de dar vida à personagem que fez de Cynthia Klitbo uma grande atriz?

Daí veio a consagração de Cynthia como atriz. Imagine, então, a personagem que tenho em minhas mãos. Novamente tenho uma pressão, mas peço que Deus me acompanhe e que o trabalho agrade ao público. Estarei disposta, e darei o melhor de mim. Não terei medo, nem temor; é um trabalho que respeito muito, e que agora eu oferecerei minha própria versão.


Você já fez papéis de gêmeas, boxeadora, heroína e bobinha, o que há de especial neste?

Este tem matizes que nunca havia trabalhado. Ivana Dorantes vem de uma família desestruturada. É uma mulher que nunca recebeu carinho e que não tem dinheiro; vive de favor na casa de sua prima, a quem inveja. Pois bem, houve um pouco de tudo, porém parece que mais vilãs que heroínas. Em La intrusa (2001) fiz uma má e uma boa. Na Venezuela, quando fiz Como tú, ninguna (1995), ocorreu que, no final, a boa virou má. Ademais, na Colômbia fui, em um mesmo corpo, após uma mutação de alma, a mãe e a filha; mas também uma boxeadora em La venganza (2002). Me tocou fazer um pouco de tudo, mas esta personagem é diferente, complexa, ao mesmo tempo é vilã e compassiva.


Te escolheram para ser a protagonista do melodrama. Por que você decidiu dar vida à vilã?

Não sou a protagonista, mas primeiramente foi a mim que chamaram (sorrisos). Na realidade participei da seleção para as duas personagens. Quando chegou o momento de ler os roteiros, Nicandro comentou que me preferia mais como Ivana e, juntos, decidimos, na última hora, que seria a vilã. Imagine. Fiz tantas protagonistas boas, más. É uma personagem que não está bem da cabeça e é evidente suas mudanças, nesse aspecto. Gostei da vilã porque é o roteiro mais exigente em nível de atuação que já havia feito. Quero papéis que sejam um desafio, porque o prestígio, Gabriela já tem.


Como tem sido a experiência de trabalhar com Lucero?

A ideia me agrada muito. Sempre admirei Lucero, é uma pessoa linda por dentro e por fora. Tem meu carinho e respeito em seus trinta anos de carreira.


Você já havia trabalhado com Fernando Colunga. Como foi o reencontro?

Curiosamente fizemos juntos uma das telenovelas mais vendidas da história da televisão: A usurpadora. Fazia tempo que não o via. Bem, o vi o ano passado porque nos encontramos nos estúdios de gravação de Cristina Saralegui, em Miami. Ele é adorado, o admiro muito. Fernando é um cara muito respeitoso. Em A usurpadora trabalhei agradavelmente com ele. É responsável, profissional e um excelente companheiro. Eu me sinto muito feliz.


Suas primeiras cenas na telenovela foram com David Zepeda…

É um rapaz muito profissional, muito lindo, e haverão muitas cenas calientes. Ivana se relaciona com quase todos os homens da telenovela, então, imaginem. A princípio, as cenas foras difíceis porque eram puras locações (cenas externas), tive que ir ao mirante do Ajusco e morria de frio, mas a cena ficou muito boa.


Como é seu relacionamento com os homens?

Não sou mulher que idolatre seu parceiro, em algum momento já fui, mas isso não me deixou nada de bom. Sou contra o maltrato às mulheres, não temos dono. Se me conheceram neste ofício, não vou deixá-lo. Serei atriz até morrer.


Nos últimos anos, você esteve morando em Miami, com quem viverá no México?

Tive que vir morar no México devido à telenovela. Trouxe minha mãe e meu filho, que estão comigo aonde vou.


Como você se sente ao regressar à Televisa?

Meu recebimento no México foi extraordinário. Estou muito contente. O tempo de Deus é perfeito. Por acaso as coisas acontecem; por acaso Deus me mandou novamente ao México para trabalhar.


E como é seu novo papel como mãe?

Me considero mãe e pai, é difícil seguir adiante quando se é mãe solteira, mas, ao ver o sorriso de seu filho, isso perde a importância. Meu presente é somente ele, o tempo todo penso em meu anjinho. Me faz levantar mesmo estando cansada. Eu não quero que sofra por nada.


O que significa seu filho em sua vida?

Sem ele não posso viver. Se não estivesse comigo seria como se me faltasse uma perna ou um braço. Durmo com meu filho; é o amor da minha vida.


Ser mãe mudou alguma coisa em você?

Me fez amadurecer ainda mais, mesmo antes já sendo uma pessoa responsável, séria e muito profissional.


E, agora que está no México, você acredita que poderá ver com mais frequência sua irmã gêmea Daniela, evitando o distanciamento?

Desejo o melhor à minha irmã. Respeito a decisão dela, tenho a consciência em paz e toda minha família me apoia. As coisas não aconteceram como publicaram. As situações fugiram do meu controle, mas tenho fé em Deus e tudo dará certo. Eu nunca tive problemas com minha irmã, nuca discuti com ela. Disseram coisas que não vale a pena mencionar, porque não somente distanciaram minha irmã de mim, como também de minha família. Sua mãe sente sua falta, sua irmã Patricia, Antonio, a avó, todo mundo na Venezuela sente saudades. Algum dia ela abrirá os olhos. Por acaso Deus faz as coisas e eu confio muito nele. O tempo de Deus é perfeito, ele saberá quando, como e onde. Enquanto isso, vou dizer o que sempre disse: que a amo, sentimos sua falta e que respeitamos sua decisão, mas quando ela quiser voltar à sua família, vamos recebê-la de braços abertos.


Você já protagonizou na Venezuela, México, Colômbia, Miami, e seu nome é sinônimo de êxito. Mas, você é uma atriz cara?

Me deixa lisonjeada, mas muitas vezes exageram e dizem que Gabriela pede muito, não tem nada a ver. Para fazer Soy tu dueña não pedi grandes luxos, somente o justo e necessário, um apartamento e um motorista, porque não me atrevo a dirigir no México, eu me perco.


Como você se sente ao ser considerada uma vilã muito sexy?

Ah, obrigada, mas não me considero nada sexy (sorrisos). Me sinto muito lisonjeada porque sou o oposto do que opinam de Gabriela como pessoa e atriz. Se soubessem como durmo (sorrisos). Durmo vestida dos pés a cabeça com roupa folgada e nada sexy.


Mas, suas personagens esbanjam sensualidade, é uma marca registrada?

Sim. É uma marca que eu gosto de colocar nas vilãs. Forma parte de ser provocante, tentadora. Gosto de fazê-las parecer proibidas, mas ao mesmo tempo acessíveis, se a personagem preferir.


Você está celebrando vinte e um anos de carreira profissional…

Em primeiro lugar estou muito agradecida a Deus por ter me dado saúde e vida; em segundo porque tive a particularidade de ser escolhida pelos escritores ou escritoras e não por produtores, para desempenhar as personagens. Posso dizer que com todo orgulho que sou a única latina na história da televisão que mais papeis duplos interpretou. Estou agradecida porque não me enquadraram para ser a típica protagonista sempre. Ao longo de vinte e um anos desempenhei diversas personagens; tenho experiências e aprendizagens que levarei ao túmulo e ninguém poderá me tomar.


Colaborações: Revista Gaceta, Dulce Paraíso e El informador

TV Brasil apresenta American visa

A TV Brasil exibe neste domingo, 16 de maio, às 23h00, o filme American visa, uma co-produção entre Bolívia e México, escrita por Juan de Recacoechea e dirigida por Juan Carlos Valdivia Flores.

Baseado no romance de Juan de Recacoechea e lançado em 2005, este filme de 100 minutos, inicia com a história de Mario Álvarez (Demián Bichir), um professor boliviano de inglês que separa-se de sua esposa e vê seu único filho ir estudar nos Estados Unidos. Desde então, seu único sonho é também residir nos Estados Unidos para poder melhorar seu nível de vida e, consequentemente, ver seu filho. Para isso tenta obter seu visto, o que, a princípio, parecia ir bem. Mario apresenta seus documentos na embaixada dos Estados Unidos, onde lhe dizem que está tudo em ordem e que poderia voltar dentro de uma semana para obter o visto. Ele, seguro de que tudo daria certo, compra uma passagem para Miami.

No hotel onde permanecia, Mario conhece uma stripper chamada Blanca (Kate del Castillo), a quem diz que irá para os Estados Unidos a viver com seu filho, Blanca lhe convence de que o melhor é continuar vivendo na Bolívia, já que não acredita no sonho americano.

Em uma semana, Mario retorna à embaixada, onde lhe dizem que seu visto não poderia ser concedido, para a infelicidade de Mario. Saindo da embaixada, este recebe de uma mulher o cartão de uma companhia que poderia ajudá-lo com o visto. Mario visita o escritório e constata que este exige US$ 5000 para a emissão do visto, valor que Mario não dispunha.

Mario continua se envolvendo com Blanca, enquanto pensa em possibilidades para conseguir o dinheiro. Após vender ouro à mulher de uma loja, Mario arquiteta um plano. Durante vários dias passa observando a loja e segue o negociante após o término do expediente. Ele percebe que o dono da loja possui vários negócios do mesmo tipo e a partir daquele instante decide roubá-lo para conseguir o dinheiro que precisa.

Certo dia, Mario decide entrar na casa do dono da loja para lhe roubar, ele é surpreendido e luta a golpes contra o dono da casa que cai rendido ao chão, fazendo com que Mario acredite que o havia matado. Mario regressa ao hotel lamentando o ocorrido.

No dia seguinte, Mario compra o visto no “mercado negro” e verifica que quem o vendia era o embaixador americano, um homem corrupto e sem escrúpulos. Após receber seu visto, planeja a visita a seu filho, sem saber que o homem a quem havia roubado possuía outros planos para ele.

Mario é perseguido por dois empregados do dono da loja e é interrogado. Após estes darem conta de que Mario já não dispunha do dinheiro roubado, lhe dão uma surra. Por sorte, Mario não morre e é levado ao hospital, onde se reencontra com Blanca. Após sua recuperação, Mario adia seus planos de viajem e decide visitar o povoado de sua amada.

O filme American visa é uma das obras primas do diretor boliviano Juan Carlos Valdivia. O apoio do Conselho Nacional de Cinema da Bolívia foi fundamental para a realização desta produção.

Em 2006, o filme levou o Premio Ariel de la Academia Mexicana de Artes y Ciencias Cinematograficas, como Melhor roteiro adaptado, além de concorrer ao Oscar americano de Melhor filme estrangeiro em 2007, ano em que também foi vencedor do II Festival de Cinema Brasileiro e Latino do Paraná, onde ganhou o troféu Araucária de Ouro, como Melhor filme por aclamação do público, concorrendo com outros da Argentina, Venezuela e Brasil. Ainda levou mais um troféu de Melhor atriz para Kate del Castillo.

American visa é mais um filme da série Cine Ibermedia, que é apresentada aos domingos na TV Brasil, reunindo obras de países da América Latina, Espanha e Portugal. Os longas estão sendo exibidos nos canais de televisão pública dos 17 países envolvidos no projeto.